Iluminação e sensores em Cidades Inteligentes

A ideia de “Cidades inteligentes” está se tornando familiar aos engenheiros. Ela é derivada tanto de uma adaptação a fontes de energia mais diversificadas, como as renováveis de pequena escala, quanto do desenvolvimento da chamada “Internet das Coisas”, e permite que equipamentos domésticos ajustem seu próprio consumo energético a diferentes fatores, como a variação do preço da energia. Este conceito tem sido testado em muitas cidades ao redor do mundo e possui apelo especial a países que atualmente estão construindo novas cidades, como a China e os pertencentes à região do Oriente Médio.

New LED Lamp

Mas enquanto muita atenção tem sido dirigida aos componentes que fazem a cidade inteligente – como cérebros eletrônicos presentes em equipamentos, veículos elétricos, novas redes de distribuição de energia – tem havido menos enfoque sobre o sistema nervoso que conectaria todos esses centros de processamento. Como os componentes inteligentes vão conversar entre si? E quais os efeitos que isso teria na vida de uma Cidade Inteligente?

A fabricante de sensores espanhola Libelium mostra na imagem os tipos de tecnologia que poderiam ser incorporadas nas Cidades Inteligentes

A resposta, de acordo com algumas das maiores fornecedoras de infraestrutura eletrônica do mundo, pode muito bem estar no ar. Uma gigantesca expansão de bandas largas sem fio ao redor da cidade permitiria que equipamentos se comunicassem através de redes interligadas enquanto que proporcionariam um uso muito mais disseminado de aparelhos como smartphones, tablets e notebooks pela população.

Mas essa rede pode ter alguns efeitos inesperados. Por exemplo, a empresa Cisco Systems propôs que ela deveria ser aplicada à rede de iluminação da cidade.

James Crowther, Christopher Herzig e Gordon Feller, da Cisco, explicam em um relatório que esse é o momento para iluminação pública conectada em Cidades Inteligentes. Adicionar inteligência a sistemas de LED pode não apenas diminuir o consumo, mas também tornar as cidades mais seguras e de fácil locomoção noturna.

O relatório aponta que 19% da energia consumida mundialmente são devidos a iluminação, mas que a iluminação pública (que corresponde a uma fatia importante dessa porcentagem) é normalmente baseada nas tecnologias da década de 60. Testes de iluminação LED em 12 cidades mostraram que estas lâmpadas podem reduzir o uso de energia em 50 a 70 por cento. Se adicionarmos inteligência e conectividade ao sistema, essa redução pode ser ainda 10% maior, afirmam os estudiosos.

controle-remoto-iluminaco-casa-inteligenteOs autores do relatório preveem várias melhorias que poderiam ser atingidas pela iluminação conectada. Um controle central do sistema poderia determinar os horários de funcionamento do sistema de acordo com condições climáticas; a intensidade local da luz poderia ser controlada por sensores de movimento, que aumentariam a claridade quando pessoas ou carros passassem pelas ruas e a diminuiriam quando o movimento cessasse.

A iluminação poderia ser parte, também, do sistema de emergências da cidade, iluminando mais as áreas por onde as equipes de segurança devem passar para chegar mais rapidamente ao local do incidente ou, da mesma forma, as melhores rotas de fuga.

Os próprios postes de luz se tornariam uma parte importantíssima do sistema, fornecendo inúmeros pontos avançados para transmissores e coletores de dados. Essa rede poderia ser usada por outros sistemas da Cidade Inteligente, como para o controle de tráfego, monitoramento de estacionamentos, gestão do lixo e até para a irrigação automática de plantas.

A ideia de “Cidades inteligentes” está se tornando familiar aos engenheiros. Ela é derivada tanto de uma adaptação a fontes de energia mais diversificadas, como as renováveis de pequena escala, quanto do desenvolvimento da chamada “Internet das Coisas”, e permite que equipamentos domésticos ajustem seu próprio consumo energético a diferentes fatores, como a variação do preço da energia. Este conceito tem sido testado em muitas cidades ao redor do mundo e possui apelo especial a países que atualmente estão construindo novas cidades, como a China e os pertencentes à região do Oriente Médio.

New LED Lamp

Mas enquanto muita atenção tem sido dirigida aos componentes que fazem a cidade inteligente – como cérebros eletrônicos presentes em equipamentos, veículos elétricos, novas redes de distribuição de energia – tem havido menos enfoque sobre o sistema nervoso que conectaria todos esses centros de processamento. Como os componentes inteligentes vão conversar entre si? E quais os efeitos que isso teria na vida de uma Cidade Inteligente?

A fabricante de sensores espanhola Libelium mostra na imagem os tipos de tecnologia que poderiam ser incorporadas nas Cidades Inteligentes

A resposta, de acordo com algumas das maiores fornecedoras de infraestrutura eletrônica do mundo, pode muito bem estar no ar. Uma gigantesca expansão de bandas largas sem fio ao redor da cidade permitiria que equipamentos se comunicassem através de redes interligadas enquanto que proporcionariam um uso muito mais disseminado de aparelhos como smartphones, tablets e notebooks pela população.

Mas essa rede pode ter alguns efeitos inesperados. Por exemplo, a empresa Cisco Systems propôs que ela deveria ser aplicada à rede de iluminação da cidade.

James Crowther, Christopher Herzig e Gordon Feller, da Cisco, explicam em um relatório que esse é o momento para iluminação pública conectada em Cidades Inteligentes. Adicionar inteligência a sistemas de LED pode não apenas diminuir o consumo, mas também tornar as cidades mais seguras e de fácil locomoção noturna.

O relatório aponta que 19% da energia consumida mundialmente são devidos a iluminação, mas que a iluminação pública (que corresponde a uma fatia importante dessa porcentagem) é normalmente baseada nas tecnologias da década de 60. Testes de iluminação LED em 12 cidades mostraram que estas lâmpadas podem reduzir o uso de energia em 50 a 70 por cento. Se adicionarmos inteligência e conectividade ao sistema, essa redução pode ser ainda 10% maior, afirmam os estudiosos.

controle-remoto-iluminaco-casa-inteligenteOs autores do relatório preveem várias melhorias que poderiam ser atingidas pela iluminação conectada. Um controle central do sistema poderia determinar os horários de funcionamento do sistema de acordo com condições climáticas; a intensidade local da luz poderia ser controlada por sensores de movimento, que aumentariam a claridade quando pessoas ou carros passassem pelas ruas e a diminuiriam quando o movimento cessasse.

A iluminação poderia ser parte, também, do sistema de emergências da cidade, iluminando mais as áreas por onde as equipes de segurança devem passar para chegar mais rapidamente ao local do incidente ou, da mesma forma, as melhores rotas de fuga.

Os próprios postes de luz se tornariam uma parte importantíssima do sistema, fornecendo inúmeros pontos avançados para transmissores e coletores de dados. Essa rede poderia ser usada por outros sistemas da Cidade Inteligente, como para o controle de tráfego, monitoramento de estacionamentos, gestão do lixo e até para a irrigação automática de plantas.

Fonte: Engenharia do Futuro

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O metrô do futuro

Axilas no seu rosto, empurra-empurra, aperto, transpiração excessiva e superlotação serão coisas do passado, pelo menos é o que promete a próxima geração de metrôs – trens Inspiro – conceito desenvolvido pela Siemens. O “metrô do futuro”  é 30% mais eficiente e 20% mais leve do que os modelos utilizados atualmente.

Esse novo transporte poderá ser construído na Inglaterra se o prefeito de Londres, Boris Johnson, concordar. São totalmente climatizados e bem mais espaçosos que os vagões atualmente em circulação em Londres e o valor poderá chegar a aproximadamente dois milhões de reais por vagão.

Protótipo de um trem de metrô Inspiro Siemens (Imagem: Evening Standard / Lucy Young)

Protótipo de um trem de metrô Inspiro Siemens (Imagem: Evening Standard / Lucy Young)

‘Londres, assim como outras grandes cidades ao redor do mundo, enfrenta desafios significativos de transporte, como resultado do crescimento populacional contínuo e crescente demanda de capacidade”, explicou Steve Scrimshaw, diretor da Siemens. Segundo ele, a exposição destacará algumas das inovações que podem ser consideradas pelas cidades para melhorar os sistemas de metrô e propiciar uma viagem com mais conforto aos passageiros.

Os vagões do metrô do futuro são bem mais espaçosos (Imagem: Evening Standard / Lucy Young)

Os vagões do metrô do futuro são bem mais espaçosos (Imagem: Evening Standard / Lucy Young)

O portal R7 lembra que ”por dentro, a novidade não é muito grande, as instalações são semelhantes as que podem ser vistas nos trens da linha amarela da cidade de São Paulo, por exemplo. Não existem divisões ou portas para dar passagem para outro vagão”.

As portas foram retiradas para dar mais espaço nos vagões, que serão 30% mais espaçosos que outros metrôs de Londres. Além disso, a Siemens garantiu que os passageiros serão beneficiados com abertura de portas mais largas, com o objetivo de evitar a aglomeração na entrada (ou empurra-empurra mesmo aqui no Brasil!!!).

(Imagem: Evening Standard / Lucy Young)

O metrô do futuro chegou!! (Imagem: Evening Standard / Lucy Young)

Os vagões terão luzes de LED e ar condicionado. (Imagem: Reprodução/Daily Mail)

Fonte: editado de Engenharia do futuro

 

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Viver ou não viver de forma sustentável?

Atualmente muito tem se falado sobre sustentabilidade e as formas de ser sustentável, sejam elas aplicadas na sua própria residência, ou então, nas empresas. Questiona-se como estaremos no futuro, se continuarmos a gastar todos os recursos oferecidos pela natureza, sem nos preocuparmos na preservação e conservação da mesma. Você sabe o que é ser sustentável? Sua empresa trabalha corretamente com a sustentabilidade? É preciso lembrar que ser sustentável envolve do seu bairro até todo o nosso planeta. É preciso aprender a preservar o que temos para assim encontrarmos a garantia de um futuro onde teremos os mesmos recursos e uma continua qualidade de vida a todos.

O conceito de sustentabilidade vem de atingir os objetivos da sua empresa, sem interferir ou comprometer as próximas gerações, ou seja, preservando o mundo em que vivemos. Sustentabilidade está relacionada com a economia e o meio ambiente, de forma em que os dois trabalhem em conjunto, sem agredir os recursos naturais, sabendo usufruir os mesmos e mantê-los.

Quando a empresa pensa em projetos sustentáveis é preciso focar em quatro pontos fundamentais para analisar se ela realmente está cumprindo com o objetivo. O primeiro é ser ecologicamente correto, além de a parte econômica ser viável e o projeto ser socialmente e culturamente bem aceitos.

Investir na sustentabilidade hoje em dia pode tornar-se um diferencial da empresa, uma vantagem competitiva. As pessoas estão à procura de produtos sustentáveis e empresas que valorizem esta visão. Porém, não pode se focar apenas no retorno econômico, é preciso conciliar a responsabilidade com o planeta com a economia, buscando um meio de trabalhar em conjunto, a procura de benefícios para ambas as partes.

A empresa pode buscar por formas mais sustentáveis na manutenção das maquinas, na troca das lâmpadas, usar uma energia limpa, na separação da coleta de lixo e até mesmo na reutilização das embalagens.

Alguns exemplos para ser sustentável consta em:

1 - sustentabilidade1)     Reciclar: A reciclagem de resíduos sólidos, esta ação que gerar renda e diminuir a quantidade de lixo no solo, o que possibilita a diminuição da retirada de recursos minerais do solo.

2)     Gestão sustentável: Desenvolvimento da gestão sustentável nas empresas para diminuir o desperdício de matéria-prima e desenvolvimento de produtos com baixo consumo de energia.

3)     Economia de água: Atitudes voltadas para o consumo controlado de água, evitando ao máximo o desperdício. Adoção de medidas que visem a não poluição dos recursos hídricos.

O retorno de práticas sustentáveis vem a médio e longo prazo, porém, é uma garantia para o futuro. É preciso ter consciência que sustentabilidade não está somente ligada aos valores econômicos, mas sim, em uma nova visão de trabalho, em busca de soluções benéficas para a empresa, funcionários e aos clientes.

Fonte: Engenharia do Futuro

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É possível conciliar produção e conservação ambiental?

Com base em situações reais encontradas no Estado do Mato Grosso, o livro Plantar, Criar e Conservar: unindo produtividade e meio ambiente, relata que associar a diversificação das atividades agropecuárias com a intensificação da produção, a valorização dos serviços ambientais, o respeito aos limites dos recursos naturais e a geração de renda não são incompatíveis

Planejar uma propriedade rural adequando a produção agropecuária à conservação ambiental tanto do ponto de vista técnico quanto econômico é um desafio e tanto. É esse o tema da publicação Plantar, Criar e Conservar: unindo produtividade e meio ambiente, lançada pelo ISA e pela Embrapa com apoio da Usaid. A publicação lançada pelo ISA e pela Embrapa, organizada por Natália Guerin e Ingo Isernhagen traz uma coletânea de textos que aborda um conjunto de temas relevantes para a diversificação produtiva

De forma didática, ilustrações e fotos mostram exemplos de restauração ecológica, explicando o que são categorias como APPs, RL e o que é restauração ecológica entre outros conceitos. Um resumo da legislação em vigor no que se refere à adequação ambiental das propriedades rurais abre o livro. Dois capítulos específicos apresentam o passo a passo da implantação de modelos e sistemas produtivos, com bom manejo de pastagens. E os dois capítulos finais tratam de apicultura e piscicultura, atividades que têm potencial de geração de renda e têm despertado interesse nos produtores da região.

Uma vasta bibliografia composta por publicações acessíveis à consulta e sites com informações está disponível aos leitores interessados. A publicação contou com o apoio da TNC (The Nature Conservancy), do EDF (Environmental Defense Fund), do Funbio e do ICV (Instituto Centro de Vida).

A publicação está disponível para download aqui.

 

Fonte: Socioambiental.org

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Chineses apresentam projeto em que ônibus passa por cima dos carros

A sustentabilidade no trânsito é uma busca necessária nos dias atuais. A quantidade de veículos nas ruas das grandes metrópoles aumenta a cada ano. Só no Brasil, segundo pesquisa da Othink, do ano de 2000 a 2011, o aumento de carros foi em uma estimativa de 130%. Atualmente o fácil acesso para a compra de carros, com pagamentos e taxas que facilitam a possibilidade de venda, tornam-se fatos que vem a contribuir para o aumento dos números dos automóveis nas ruas.

onibus da china

Não é preciso de pesquisas para analisar o crescimento dos números de carros nas cidades, ou então, a média de veículos da família brasileira. A percepção da mudança é sentida toda vez que o brasileiro está trancado em algum congestionamento no final do dia. O incentivo ao transporte público, para a redução dos números de veículos nas estradas, ainda é baixo e possuí um resultado inferior aos objetivos do governo. Fatores que determinam este resultado negativo são influenciados por uma prestação de serviço que deixa a desejar, por conta dos ônibus lotados ou com pouca opção de horários, sendo deste modo, mais cômodo utilizar o carro ao invés de um transporte público. Conforme a pesquisa, realizada pela Othink, os brasileiros estão pessimistas com o futuro do trânsito no país. Mas, o problema não é exclusivo dos brasileiros e sim de inúmeras metrópoles que sofrem com o grande número de veículos nas ruas. E, por isso, a constante busca por uma ideia alternativa para o caos em que se vive no trânsito.

onibus chines

Uma ideia inovadora e sustentável! Em 2010 o projeto de um grupo de chineses ganhou espaço na mídia internacional por oferecer um meio alternativo de locomoção na China, mas, pouco da ideia foi abordada no Brasil e no mundo, por ser considerada uma ideia utópica. Porém, nesta semana o projeto ganhou mais forças no Brasil e voltou a percorrer por alguns portais de notícias. Com uma oferta inusitada e inovadora, os chineses propõem uma forma de contribuir para a diminuição de até 30% do trânsito na China, o projeto apresenta um ônibus que passa por cima dos carros e evita a formação de engarrafamentos.

O projeto tem o nome de Land Air Bus e utiliza de painéis solares e elétricos para se locomover, o que gera uma economia de até 860 toneladas de combustível ao ano e resulta em uma redução de 2640 toneladas de emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. O ônibus alcança uma velocidade de 60 km/h, e conforme informações dos criadores do projeto, o veículo comporta 1200 pessoas em quatro vagões. A criação possui seis metros de largura e quatro metros de altura, ocupa duas pistas e o custo para implementá-lo chega a ser até 10% mais barato do que a construção de metrôs. Até o momento ainda não existe a confirmação de que será implantado na China, mas o projeto é apresentado como o futuro das cidades.

Veja animação:

Fonte: editado de Engenharia do Futuro

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O fim da Iniciativa Yasuní: vida e morte de um modelo de preservação no Equador

Governo equatoriano volta atrás no plano de não exploração de petróleo no Parque Yasuní. Assista a entrevista com ex-ministro de Energia, crítico da decisão oficial

No último dia 4 de outubro, a Assembleia Legislativa equatoriana aprovou a proposta presidencial de exploração de petróleo no Parque Nacional Yasuní, considerado reserva da biosfera pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Depois de mais de nove horas de debate, os parlamentares, com 108 votos a favor e 25 contra, declararam ser de “interesse nacional” a atividade petrolífera nos blocos 31 e 43 da região. O episódio marcou o fim da Iniciativa Yasuní-ITT, tentativa de criar um modelo de preservação inédito no planeta.

Lago Angu na Reserva Ecológica Lodge Napo Wildlife Center. Foto: Patricio Teran / El Comercio

A iniciativa

Agora, grupos de oposição trabalham intensamente para recolher assinaturas para exigir, no parlamento, a realização de uma consulta popular sobre o tema. Seriam necessárias 500 mil adesões reconhecidas pelo Conselho Nacional Eleitoral, conformado em sua maioria por partidários governistas.

A Iniciativa Yasuní-ITT surgiu em 2007, quando o presidente equatoriano Rafael Correa anunciou, na Assembleia Geral das Nações Unidas, o compromisso do país de manter 850 milhões de barris de petróleo sob o solo do Yasuní. O campo ITT – bloco 43, conhecido pela sigla ITT por ser formado pelos campos Ishpingo, Tambococha e Tiputini – abriga 20% das reservas do Equador.

Como contrapartida aos recursos que o Estado equatoriano deixaria de arrecadar com a exploração e venda desse petróleo, a comunidade internacional seria estimulada a compensá-lo financeiramente pela aplicação dessa difícil decisão, que, segundo a proposta, traria benefícios a todo o planeta por manter intacta uma reserva da biosfera. Até recentemente, falava-se que esse seria o Plano A de preservação do Yasuní, e se vendeu a ideia como uma das propostas políticas mais emblemáticas do governo Correa.

Assim, um comitê de 15 pessoas foi formado para promover a iniciativa internacionalmente. A expectativa do governo equatoriano era receber pelo menos 3,6 bilhões de dólares, equivalentes a 50% dos recursos que o Estado arrecadaria caso optasse pela exploração petroleira na região.

A Iniciativa Yasuní-ITT era uma ação considerada inovadora e até mesmo utópica para alguns, mas que demonstrava que o Equador, um país petroleiro, pequeno e pobre, procurava contornar a lógica do modo de produção que sustenta o planeta. Era uma forma de transcender a economia denominada extrativista e estabelecer um precedente na história da exploração do petróleo. Era um exemplo para o mundo de como o Equador abordava a proteção da selva, da biodiversidade e dos povos indígenas.

Mas existia o plano B. Em 15 de agosto de 2013, Rafael Correa anunciou o fim da iniciativa. “Com muita tristeza, mas também com absoluta responsabilidade com o nosso povo e com a nossa história, tive de tomar uma das decisões mais difíceis do meu governo. Hoje assinei o decreto executivo para a liquidação dos fideicomissos Yasuní ITT e assim dou por terminada a iniciativa”, declarou.

Da quantia estipulada pelo presidente, o comitê teria conseguido apenas 13 milhões de dólares após seis anos de negociações. Até hoje o grupo não prestou contas a respeito dos gastos realizados durante o período – inclusive, a Direção de Auditoria Central da Controladoria equatoriana vem realizando um “exame especial” das operações administrativas e financeiras da Secretaria Geral da Presidência no período 2011-2013.

Meio ambiente e indígenas afetados

O Parque Nacional Yasuní foi declarado pela Unesco reserva mundial da biosfera em 1989. Os 982 mil hectares que o compõem possuem cerca de 500 espécies de aves, 160 de mamíferos e 12 de primatas. Abrigam ainda 2.200 espécies de plantas – em toda a América do Norte, há 500.

Toda essa riqueza e a presença de povos indígenas não contatados – os Tagaeri e Taromenani que o governo agora insiste que não se encontram mais no local –, podem ser gravemente afetados. Grupos ambientalistas e comunidades indígenas criticaram a decisão do governo, afirmando que a exploração do Yasuní já estava planejada desde o princípio e que deveria passar por um referendo popular nacional.

Vários grupos e organizações formados principalmente por jovens têm se manifestado nos últimos dias em algumas cidades do país, principalmente na capital, Quito. Os manifestantes se posicionam contra a mudança do discurso governista e a polêmica decisão, por parte do governo, de impedir o livre acesso de jornalistas à região do Yasuní. Por meio de um comunicado, o Ministério do Ambiente informou que os jornalistas que queiram ingressar ao parque precisam obter uma permissão especial do governo, pagar uma taxa de 500 dólares e especificar o tipo de reportagem, que deve ser enviada ao governo antes da sua divulgação nos meios, entre outros requisitos. De acordo com o comunicado, o Ministério procura preservar o lugar e proporcionar todas as facilidades aos jornalistas para que possam difundir as informações de forma adequada. Como já é costume nesse tipo de situação, o governo também mobilizou simpatizantes e convocou várias manifestações a favor da exploração. Alguns enfrentamentos entre os grupos foram registrados.

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O presidente Rafael Correa fala durante ato em apoio à exploração de petróleo no Yasuní, em 13 de setembro. Foto: Mauricio Muñoz/Presidencia de la República

Clique no vídeo abaixo para assistir à entrevista em vídeo com Alberto Acosta, ex-ministro de energia e ex-candidato à presidência do Equador

Fonte: Editado de Repórter Brasil – Clique aqui para ir na fonte e ver a matéria completa

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Sustentabilidade em pequenos negócios

A sustentabilidade tem se solidificado nos últimos dez anos como a força propulsora de novos modelos econômicos que se pautam no equilíbrio de valores financeiros, sociais e ecológicos.

SUSTENTABILIDADENo palco das mudanças para uma economia sustentável, estamos assistindo ao protagonismo crescente dos pequenos negócios. Muito do que antes se atribuía às grandes corporações na mudança de práticas produtivas e modelos de negócios, passa a ser valor reconhecido dos pequenos negócios em suas respostas mais rápidas às demandas em curso.

 A inovação passa a constituir ferramental da sustentabilidade, considerando a preservação ambiental e inclusão social: tecnologias para todos (crowdsourcing) a serviço do meio ambiente (tecnologias verdes) e da sociedade (tecnologias sociais) não precisam ser privilégio dos grandes produtores: pela maior proximidade com as realidades socioambientais, a inovação sustentável passa a ser condição estratégica para os pequenos negócios.Confira neste relatório as tendências do setor de Sustentabilidade!

 Relatório de tendências de sustentabilidade: Clique aqui para baixar

Fonte: Blog / Clique aqui para ir na fonte

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Futuro da midia – ‘Ninguem tem a ilusao de que tudo vai ficar como está’ ;) #youPix

As coberturas de eventos feitas pelo Blue Bus sao patrocinadas pelo Banco Santander

Debate do Blue Bus examinou a crise da midia. Na mesa, Carlos Moreira Jr, Manager de parcerias do Twitter Brasil, Risoletta Miranda, diretora da FSB Digital, Marcelo Coutinho, da inteligência do Terra e articulista no Blue Bus, e Nelson de Sá, da Folha, autor do blog Toda Mídia, analista de midia – mediados pelo editor Julio Hungria. O futuro passa pela inovaçao formal, pela renovaçao do modelo de negocio, pelo retomada da honestidade no conteudo ou por todas as 3 opçoes juntas?

Risoletta Miranda abriu a discussao defendendo que o princípio, independente do formato ou lugar, é o que deve perdurar e é o que vale hoje na transiçao do jornalismo que agora é multiplataforma “mas o conteúdo ser maravilhoso nao basta, o formato tem que atender o público – que hoje tem tempo curto pra consumir tanta informaçao”.

Cresceu a quantidade de conteúdo disponível, cresceram suas opçoes de consumo – “Isso tornou a atençao um dos recursos mais escassos da vida moderna, afetando empresas e empreendedores que ‘vivem’ da venda da atençao dos consumidores para os anunciantes”.

O fim dos jornais impressos parece ser absolutamente irreversivel – pela escassez de agua que o mundo ja verifica – “Quilos de papel produzidos com o consumo de litros e litros de agua para levar a vc no dia seguinte as noticias de ontem” – seria uma irresponsabilidade – “E quando a agua acabar?” – pergunta o mediador, Julio Hungria.

Hungria levanta que o custo da produçao do jornalismo digital e plataformas de informaçao ageis como o Twitter estao permitindo a estimulando a pulverizaçao da midia, que sai das maos dos poucos grandes grupos para 1 numero infinito de mediadores.

Sobre isso, Rizzo Miranda provocou – “Que tipo de sociedade, democracia, sistema político e social impera quando nao se tem mais o monopólio da informaçao na mao dos grandes grupos, mas a concentracao da difusao dela esta na mao do cidadao?”.

 

Para ver completo: clique aqui

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Encontros com o Futuro – REVOLUÇÃO DIGITAL: DILEMAS E PROMESSAS PARA AS FUTURAS GERAÇÕES

REVOLUÇÃO DIGITAL: DILEMAS E PROMESSAS PARA AS FUTURAS GERAÇÕES
O acesso às novas mídias está provocando uma revolução digital que se manifesta na mudança de comportamentos em relação à informação, na criação de novos mercados, na ampliação de repertórios , na geração novos códigos de pensar e saber, na reinvenção do aprendizado e na busca de novas capacidades cognitivas.

Diante dessa nova realidade, algumas questões que estarão em debate nesse próximo Encontro com o Futuro:

· Como promover a convergência entre ludicidade, educação, tecnologia, sustentabilidade, empreendedorismo e transformação social?

· Que espécie de humanidade está se formando a partir da revolução digital?

· O que já podemos evidenciar como dilemas e como promessas para as futuras gerações?

GILSON SCWHARTZ

Economista, sociólogo e jornalista, criador do projeto de pesquisa Cidade do Conhecimento. Professor do Departamento de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes da USP, onde ministra as disciplinas “Economia da Informação e Novas Mídias” e “Introdução à Iconomia”, Pesquisador associado ao Núcleo de Política e Gestão Tecnológica (PGT) da USP. É Diretor para América Latina da rede internacional “Games for Change”. Articulista de diversos veículos de comunicação onde destaca seu pensamento sobre as novas relações entre mercado e sociedade a partir do que ele define como “Iconomia” no Portal da Revista Exame e na revista ProXXIma.

JOÃO FIGUEIRÓ

Médico clínico e psicoterapeuta, fundador, diretor científico e Presidente do Instituto Zero a Seis – Primeira Infância e Cultura de Paz. Há mais de quarenta anos dedica-se ao estudo, ensino, pesquisa e publicações sobre as relações entre o cérebro e a mente, a neurologia e a psiquiatria e as interfaces entre a psicologia médica, a cultura e a sociedade. Trabalhou ativamente na implantação das atividades da Universidade da Paz e na construção da Rede Gandhi. É membro da Rede Nacional pela Primeira Infância, colaborou na elaboração do Plano Nacional pela Primeira Infância e do Guia para Implantação do Plano Municipal pela Primeira Infância.

MODERAÇÃO: ROSA ALEGRIA

Inscrições gratuitas através do e-mail: nef@nef.org.br

Informações pelo telefone(11) 2604-8650

 

 

 

Confirme sua presença: https://www.facebook.com/events/682720438414400/?ref=3&ref_newsfeed_story_type=regular

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Faculdade de informática em Paris inova em sistema educacional

Uma inovadora faculdade de informática em Paris vem sacudindo o sistema educacional francês. É que, apesar da rigidez, a escola não tem professores, salas de aula, avaliação de currículo e funciona 24 horas por dia.

Em um prédio de três andares em paris acaba de abrir o mais comentado estabelecimento de ensino francês. Um lugar onde tudo surpreende, a começar pelo traje informal dos alunos. Eles ficam tão à vontade que podem até tirar um cochilo sem que ninguém reclame.

E as diferenças não se resumem ao clima descontraído. Esqueça os métodos educativos tradicionais. A faculdade de informática anda na contramão da pedagogia clássica. Não tem sala de aula, nem professor. A figura do mestre autoritário diante da classe desapareceu.

“É uma universidade “mãos na massa”, já no primeiro dia eles recebem projetos para fazer e serão orientados por uma equipe de monitores gente fina não estão aqui para ensinar coisas mas sim para mediar esta comunidade para que ela se desenvolva”, explica Yamgnane, diretor acadêmico e fundador.

Monitores gente fina, sim, mas, em caso de duvida, nem adianta perguntar a eles. Cada um que se vire: pedindo ajuda aos colegas, procurando na internet…

“Nossa ajuda jamais vai ser de explicar como fazer, apenas botá-los no caminho certo”, diz um monitor.

Na tela, vídeos curtos dão instruções sobre os exercícios a fazer. O objetivo? Preparar os jovens para a vida profissional e confrontá-los, desde o começo, às mesmas condições que encontrarão no mundo corporativo.

Apesar de nova, a Ecole 42 já nasceu cheia de prestígio e extremamente disputada. Quando abriram as inscrições, 70 mil pessoas se candidataram. Na primeira peneira de testes e de lógicas, realizados online, passaram 20 mil. Da segunda, sobraram quatro mil. Agora eles brigam pelas mil vagas definitivas.

Na última etapa de seleção os candidatos passam quatro semanas aqui dentro da escola sem nenhum dia de folga. Eles fazem exercícios, provas, trabalhos de grupo. Esta fase é conhecida como piscina uma imersão total. Os alunos são chamados de nadadores e aqueles que têm dificuldade para acompanhar o ritmo se autodenominam os afogados.

A instituição não fecha nunca. Funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, e cabe ao aluno decidir seus horários.

Fontes:http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/t/todos-os-videos/v/faculdade-de-informatica-em-paris-inova-em-sistema-educacional/2900673/ e http://edilsonalencar.com.br/noticias/faculdade-em-paris-vai-contra-metodos-tradicionais-de-educacao/

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