A Crise da Água – Poluição, escassez e descaso. O que esta sendo feito para mudar esta situação?

No século passado, a possibilidade de escassez de água era uma coisa que ninguém imaginava. Mas os anos foram se passando e a população mundial aumentando, mais indústrias, mais irrigação nas lavouras, gerando maior consumo e principalmente maior desperdício de água.

crise agua

Segundo a ONU, cerca de 80 países, hoje enfrentam problemas de abastecimento, mais de um bilhão de pessoas não tem acesso a fontes de água de qualidade. Somente 3% da água do planeta é própria para o consumo, o que não é suficiente para toda população.

Vários países têm adotado programas de conscientização e medidas especificas para diminuir o desperdício de água. O Japão reutiliza cerca de 80% de toda água destinada a indústria. Nos condomínios, hotéis, hospitais, a água que vem dos chuveiros e banheiras segue por uma tubulação até chegar a um pequeno reservatório e assim reabastecer os vasos sanitários.

Ainda no Japão, toda água usada nos lava rápidos é reaproveitada, seguindo para um reservatório onde é feito a filtração e novamente utilizada.

Na cidade do México, o governo substituiu três milhões e meio de válvulas de descarga por vasos sanitários com caixa acoplada de 6 litros por descarga, resultando numa redução de consumo de 5 mil litros de água por segundo.

Você sabia que no Brasil ainda não se cobra o uso da água?


Na maioria dos países já existe consenso a respeito da cobrança da água bruta – aquela que é captada sem tratamento, diretamente de rios, lagos ou represas. Há anos a França implantou essa política, cobrando a água bruta usada em irrigação, uso doméstico e industrial e, assim, tem minimizado seus problemas. O Japão cobra caro por toda a água tirada de seus reservatórios, tornando o reaproveitamento quase uma obrigação. Vale lembrar que na maioria dos países, inclusive no Brasil, paga-se pelo serviço de fornecimento da água, não pela água em si.

A idéia da cobrança já circula por aqui. O Fórum Nacional de Comitês de Bacias, que reuniu a população, instituições governamentais e não-governamentais, concluiu que está na hora de pensar na cobrança da água, de fiscalizar mais e punir com rigor os poluidores. Ficou estabelecido também que o dinheiro arrecadado com cobranças e multas deverá ser revertido em favor das bacias hidrográficas, focando investimentos na despoluição e na instalação de redes de esgotos.

Consciência e reuso

O problema da escassez de água é urgente, programas de conscientização são necessários em curto prazo. O uso racional da água tem que ser visto como fator urgente e prioritário. Além disso, as empresas têm que estar atentas à implantação dos modernos sistemas de reuso de água.

A água de reuso pode ser utilizada para muitas funções, tais como: Irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários, lavagem de veículos, lavagem de ruas, uso industrial na refrigeração e alimentação de caldeiras.

No nosso dia-a-dia, podemos ajudar na economia de água, fechando a torneira ao escovar os dentes, reduzindo o tempo de banho, e ao lavar o carro ou a calçada, não deixar a mangueira aberta, evitando o desperdício.

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Fonte: Coletivo Verde

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Costa Rica – Como o país trabalha pra se tornar um exemplo em sustentabilidade

A Costa Rica, pequeno país da América Central, é famosa pela riqueza de seu meio ambiente, suas belas paisagens naturais atraem turistas de todas as partes do mundo. Um quarto de seu território é preservado como reserva ambiental, onde a fauna e a flora convivem harmoniosamente nos vários parques nacionais.

costa rica

O país pretende se tornar carbono neutro até 2021. O termo “carbono neutro” significa um estado neutro de emissões de carbono, e é possível por meio da redução das liberações de dióxido de carbono para que a diferença entre a emissão e absorção seja efetivamente zero.

A Costa Rica está se empenhando para atingir essa meta, administrando cuidadosamente seus recursos naturais, para que seja possível absorver efetivamente o dióxido de carbono, ao mesmo tempo em que adota medidas para diminuir as emissões. Se o país conseguir atingir essa meta, poderá se destacar como o primeiro país carbono neutro do mundo.

O principal objetivo do governo é aumentar o investimento em fontes renováveis de energia até 2018, para poder atingir a meta de se tornar carbono neutro em 2021.

Segundo o ministro Castro, a Costa Rica enfrenta hoje um grande desafio. Cerca de 76% da energia do país é proveniente de usinas hidrelétricas, mas mudanças climáticas tem dificultado a previsão de quando e onde irá chover, além das precipitações pluviométricas. Sendo assim, é um risco depender em demasia da energia hidrelétrica. O governo planeja aumentar outras fontes de eletricidade, como a energia geotérmica, que é proveniente dos vulcões.

Atualmente, a energia geotérmica é responsável pelo abastecimento de 12% da eletricidade na Costa Rica, e a meta é aumentar para 30 a 40%, como há muitos vulcões no país, existem ainda muitas fontes de energia geotérmica a serem exploradas. A geração da energia geotérmica é cara e exige tecnologia avançada, e graças ao envolvimento do Japão nos projetos de energia da Costa Rica, enviando engenheiros e tecnologias modernas, o ministro acredita que a meta será atingida em breve, salientando que a energia geotérmica é uma fonte promissora de energia em comparação com fontes convencionais, uma vez que não sofre influência das estações do ano, além de que seu impacto ao meio ambiente é mínimo.

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Fonte: Coletivo Verde

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Diminuir as finanças, a mãe de todas as bolhas financeiras

St. Augustine, Estados Unidos, setembro/2013 – Enquanto nosso clima se desestabiliza, as cidades inundam, as florestas queimam, os cultivos são arruinados pela seca e a contaminação radioativa vaza para a água e o solo, muitos contadores e analistas políticos estão despertando.

São seguidos por organizações não governamentais, dirigentes sociais, informantes e uns poucos políticos que pensam no interesse público.

A grande mensagem é que a arraigada, mas falsa, filosofia do “economismo” e seus dogmas estreitos e antiquados são o vírus oculto que propaga a “financialização” e a destruição social e ecológica.

Este código-fonte se propaga por todo o mundo, se apropria da tomada de decisões públicas e privadas, e faz caso omisso de pesquisas científicas em outras disciplinas que demonstram a situação real dos 7,5 bilhões de pessoas que integram nossa família humana neste planeta.

A mudança é difícil, especialmente em muitas mentes humanas, como escreveu meu falecido amigo Thomas Kuhn, em seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas, em 1962. Os novos paradigmas se introduzem nos sistemas sociais “um por vez com cada funeral”.

Mahatma Gandhi (1869-1948) recordava: “Primeiro te ignoram, depois riem de ti, em seguida te atacam, então ganhas”. As pesquisas nos Estados Unidos mostram que ainda cerca de 40% do público não acredita na evolução das espécies, enquanto muitos políticos continuam negando a ciência e a mudança climática.

Estudiosos do comportamento demonstram que nossos cérebros se encerram nos hábitos de pensamento, amplificando frequentemente nosso temor à mudança e ao “outro”, emoções primitivas que estão assentadas na amídala cerebral.

Isto limita o desenvolvimento pessoal como as políticas públicas, enquanto ouvimos os políticos repetindo que “não há alternativa” às velhas ideias ou ao statu quo criado pela bolha financeira: austeridade e cortes em serviços públicos, empregos, educação, saúde e proteção ambiental. Outros culpam Deus pela contaminação ambiental e as alterações climáticas causadas pelos seres humanos.

Outros, entre os quais me incluo, previram a crise financeira de 2008 e a miséria imposta sobre tantas populações em todo o mundo. Wall Street se transformou, passando de firmas e associações de baixo porte e pequenos manipuladores a corporações e fundos de investimentos gigantescos e enredando à sua passagem políticos e reguladores famintos.

Essas firmas financeiras capitalizaram a infraestrutura pública, os recursos comuns não protegidos e as tecnologias de comunicação mais novas, computadores, internet e satélites financiados pelos contribuintes.

Os políticos dóceis ajudaram as finanças a se globalizarem depois do “big bang” que implicaram as desregulamentações e privatizações de Ronald Reagan e Margaret Thatcher nos anos 1980. O dinheiro foi enviado para o exterior, colocado em paraísos fiscais, como detalhou o britânico Nicholas Shaxson.

Isto culminou na bolha financeira mundial da atualidade, com mais de US$ 4 trilhões em divisas comercializadas diariamente, quintilhões de derivados gerados por megabancos e agentes de bolsa irresponsáveis.

As firmas com ações nas bolsas de alta frequência colocam e cancelam milhares de milhões de ordens por segundo, valendo-se de truques para obter informação sobre tendências antes de outros investidores, tudo em instáveis plataformas informatizadas e programadas por algoritmos que costumam falhar.

Este mau uso das tecnologias para a informação e a comunicação financiadas pelo público levou às minicrises reiteradas desde a execrável quebra de maio de 2010, e continuaram com o colapso do índice Nasdaq da Bolsa de Nova York, em 22 de agosto deste ano.

Todos os esforços para regular e reduzir esta destrutiva bolha financeira, e devolver as finanças ao seu papel modesto de apoiar as economias reais e locais, batem de frente com a feroz oposição de lobistas em Wall Street, Londres, Washington, Davos e entre seus grupos de especialistas financiados por privados e por intelectuais mercenários que trabalham para qualquer governo.

Economistas e acadêmicos bem dotados e seus departamentos universitários apoiam as ortodoxias econômicas, equiparando os mercados “livres” com a liberdade e os direitos individuais. Todas estas políticas se baseiam ainda em “externalizar” os custos sociais e ambientais, jogando-os sobre os ombros de outros, contribuintes e gerações futuras.

Esta perniciosa filosofia do “economismo” permanece incólume, o que se vê inclusive no fato de ainda se falar dos ganhadores do Prêmio do Banco da Suécia em “Ciências” (sic) Econômicas como um prêmio Nobel real. Durante décadas, houve resistência até à correção das contas para incluir “fatores externos”.

Em 1992, 170 governos do Artigo 40 da Agenda 21 (o Programa 21), na Cúpula da Terra da Organização das Nações Unidas (ONU), acordaram incluir em seu produto interno bruto (PIB) o trabalho não pago de milhões de pessoas dedicadas à agricultura tradicional, às tarefas domésticas e às atividades comunitárias voluntárias.

Experimentei esta resistência da profissão econômica e dos ministérios de Finanças, Economia e Comércio, enquanto era conselheira de ciência política em Washington na década de 1970.

Estatísticas de outras disciplinas, que medem as brechas de pobreza e o desempenho real em saúde, educação, habitação, infraestrutura pública e monitoramento ambiental, ficaram relegados a contas “satélite”, em lugar de serem integradas às medidas mais amplas de progresso nacional além do PIB.

Somente em 1995, o grupo pioneiro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) publicou em seu Informe de Desenvolvimento Humano uma estimativa do valor mundial do trabalho produtivo não pago: US$ 11 trilhões de trabalho realizado por mulheres e US$ 5 trilhões por homens, que simplesmente não figuram nos US$ 24 trilhões oficiais de PIB mundial registrados naquele ano.

Assim, a maioria das sociedades é muito mais rica do que os economistas admitem, tanto em habilidades humanas que não têm preço, como em bens ambientais, como exposto durante décadas por pesquisadores sociais e ecologistas.

Informes recentes, encomendados pela ONU à TEEB, Trucost e outros, mostram que milhares de milhões contabilizados por algumas corporações como “lucro” são compensados por maiores custos e perdas ambientais e sociais.

Furar a bolha financeira mundial e impedir que explore ainda mais os cidadãos e os ecossistemas exige enfrentar as falsas filosofias do “economismo” e seus seguidores no governo, no empresariado e na academia, além de seus operadores nos mercados financeiros.

Uma vez que se considere o “economismo” como ideologia obsoleta e falida e se exponham suas “inovações” financeiras como abstrações matemáticas, deixaremos de voar às cegas.

A contabilidade é uma profissão mais realista do que a macroeconomia. O aumento de novos protocolos de contabilidade realistas está fornecendo novas rodas para a mudança social rumo a sociedades mais sãs, inclusivas e equitativas, mais verdes e mais ricas em conhecimento.

Agora os contadores começam a medir seis formas de capital: físico (prédios, pontes, etc.), financeiro (dinheiro como a unidade contável aceita), humano (talento, energia, suor), social (associações, comunidade, instituições), intelectual (conhecimento) e natural (biodiversidade, serviços do ecossistema).

Esta nova métrica para avaliar o desempenho de firmas corporativas e financeiras, bem como cooperativas, empresas sociais e associações comunitárias, foi crescendo silenciosamente durante décadas em fundos éticos e socialmente responsáveis, pensões, fundações e doações, administradores de bens, empresários, cientistas inovadores e reformistas monetários.

Os novos protocolos de contabilidade são multidisciplinares e integram muitos fatores fundamentais para analisar o desempenho das empresas na hora de criar ou destruir valor.

Nesta nova tendência podemos mencionar a Global Reporting Initiative, Integrated Reporting, Association of Chartered Certified Accountants, The Institute of Chartered Accountants in England and Wales, American Institute of Certified Public Accountants, Sustainability Accounting Standards Board, junto com The Network for Sustainable Financial Markets e as administradoras pioneiras de bens Domini, Calvert e Innovest. Bloomberg, Dow Jones e outros já as refletem.

As organizações não governamentais pautam estas mudanças com seu trabalho e as colaborações com agências da ONU, como a Green Economy Coalition, o Fórum Social Mundial desde 2001, e aquelas ativas desde a Conferência Internacional para o Financiamento sobre o Desenvolvimento, realizada em 2002, em Monterrey, no México, às quais se uniram este ano muitos especialistas em finanças de longo prazo.

Na medida em que são necessárias, são feitas mudanças e os investimentos privados se voltam para os setores verdes em todo o mundo desde 2007. Os defeitos fatais do “economismo” subjacentes na crise de 2008 agora ficam expostos e há reformas em curso. Mas as organizações não governamentais devem permanecer vigilantes, se querem que as finanças “muito grandes para caírem ou pagar com prisão” se transformem de cassino global em um setor de serviços públicos. Envolverde/IPS

Hazel Henderson é presidente do Ethical Markets Media (Estados Unidos e Brasil) e criadora do Green Transition Scoreboard.

Fonte: Envolverde

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‘Inovação social faz país rico aprender com pobre’

Kriss Deiglmeier fala de inovação social antes mesmo de o conceito, que anda tão na moda, receber esse nome. Na verdade, ela fez parte de um time de especialistas que se reuniu, no início dos anos 2000, para dar nome aos bois. Dona de uma carreira que já a tinha feito transitar por grandes corporações, por organizações sem fins lucrativos e pelas filantrópicas, em dado momento ela percebeu que era possível aproximar esses mundos. Começou pela prática, se envolvendo com o então também nascente empreendedorismo social, mas logo logo chamou a academia para ajudar a sistematizar o que vinha acontecendo e dar suporte teórico aos pioneiros, que aprendiam com a mão na massa.

Ela e um grupo de especialistas chegaram a um consenso e formularam a seguinte frase sobre o que é inovação social: “É uma solução nova para um problema social, que é mais efetiva, eficiente, sustentável e justa que soluções já existentes e para as quais o valor criado beneficia mais a sociedade como um todo do que indivíduos em particular”. Depois disso, pisaram no acelerador ajudando a disseminar o conceito, que dialoga com outros tantos, como empreendedorismo social, empoderamento de comunidades e articulação de empresas, governos, sociedade civil.

Hoje Deiglmeier é diretora do Centro de Inovações Sociais da Universidade de Stanford, nos EUA, uma das entidades que mais ajuda a disseminar conhecimento e fortalecer o tema, inspirando iniciativas de todo o mundo a pensar a partir dessa ótica. Seu último pit stop foi um período de seis meses em Mianmar. “O que eu testemunhei ali foi mudança de mentalidade. A comunidade está assumindo a responsabilidade de sua própria mudança de uma forma culturalmente apropriada para eles. Nas décadas de 70 e 80, as coisas vinham do governo ou ainda organizações humanitárias”, disse ela, em entrevista exclusiva ao Porvir.

Com uma consciência global de que vivemos em um mundo de recursos finitos se consolidando, a inovação social tem ocorrido em todo o mundo, mas “mais fortemente em países em desenvolvimento”, arrisca Deiglmeier. As tecnologias, continua ela, permitiram uma descentralização da produção de conhecimento e, com isso, muito do que vem sendo criado em projetos de inovação social na África do Sul, por exemplo, tem inspirado ações nos EUA. “Historicamente, o fluxo da inovação era de países desenvolvidos para países em desenvolvimento. O que vemos acontecer agora é o oposto.”

E, se a informação pode ser criada em qualquer lugar, a inovação social acaba acontecendo majoritariamente nas ruas, nas comunidades, nas famílias. Jovens que se comprometem com o tema, afirma a especialista, acabam tendo oportunidades de aprendizado muito válidas fora da escola. “Eles vão entender que terão de lidar com sucessos e com fracassos e que tudo isso age em favor do desenvolvimento de suas próprias competências”, afirma. De quebra, se tornam cidadãos mais empoderados e atuantes para resolver problemas que são coletivos. “O que tentamos fazer com que os alunos entendam é que o importante é fazer. Não precisa ser perfeito de primeira”, diz a professora, referendando o conceito de Lean Startup (agir rápido, errar rápido e melhorar mais rápido ainda) e dando uma pitada de Vale do Silício ao conceito. E resume: “Mais inovação social – seja por iniciativa de indivíduos, grandes corporações ou organizações da sociedade civil – leva a um mundo mais sustentável e próspero”.

Confira, a seguir, trechos da entrevista.

Como se chegou na definição do conceito de inovação social?

Ela foi consolidada pelos coautores do Center for Social Innovation, mas nós falamos com centenas de outras pessoas por meio de entrevistas, fazendo estudos de caso, enviando nossos artigos para serem revisados por outros colegas e especialistas na área. Foi um processo colaborativo. Nem todo mundo concorda com a nossa definição, mas nós achamos que tudo bem também.

E qual a diferença entre empreendedorismo social e inovação social?

Em seu início, o empreendedorismo social era realmente sobre o indivíduo. Eu acho que, até hoje, ele depende de que algumas pessoas sejam mais especiais do que outras. Acho que o que tentávamos entender no fim dos anos 90 era como replicar Muhammad Yunus. Estudar as características individuais nos ajudou a entender que o empreendedorismo social era uma peça do quebra-cabeças da inovação social. A inovação social é uma ideia. Se você quiser fazer com que essa ideia cresça, precisará envolver muitas organizações, governos, pessoas. É um problema de sistemas. Tanto é que um dos desafios da inovação social é a mudança de contexto. Se você está tentando construir um sistema de microfinanças, ele vai de um jeito na Índia, de outro nos EUA e de outro no Brasil. Você precisa entender o contexto, as diferentes organizações.

Qual é o panorama da inovação social no mundo hoje?

A boa notícia é que as pessoas estão mais atentas à inovação social e estão agindo para fazer com que as ações cresçam pelo mundo. Isso é muito positivo, mas temos um desafio. Se olharmos os casos de inovação social dos últimos 30 anos, eles levam um bom tempo para ser tornarem escaláveis e terem um impacto grande. O que me preocupa do fato de as pessoas estarem empolgadas com o tema é que elas não entendem que é um compromisso de longo prazo. Nós usamos muito as palavras tenacidade e intenção. As pessoas terão sucessos e vão falhar, mas elas precisam continuar andando.

Como as pessoas então entrando em contato com o conceito?

De duas formas. Uma é que, por causa da internet e das possibilidades de conexão, você pode ver a inovação social acontecendo em seu próprio país e pelo mundo. Existe muita informação sendo facilmente trocada e disponível. Eu passei seis meses em Mianmar e o que eu testemunhei ali, que é país isolado, foi uma mudança de mentalidade. A comunidade está assumindo a responsabilidade de sua própria mudança de uma forma culturalmente apropriada para eles. Nas décadas de 70 e 80, as coisas vinham do governo ou ainda organizações humanitárias. Essa realidade está se transformando.

A inovação social ajuda a formar melhores cidadãos?

Claro. Todas as vezes que as pessoas se sentem empoderadas e assumem responsabilidades, elas começam a pensar de forma diferente sobre suas comunidades. Ninguém gosta de se sentir desempoderado. Mais inovação social – seja por iniciativa de indivíduos, grandes corporações ou organizações da sociedade civil – leva a um mundo mais sustentável e próspero.

Fonte: Adaptado de Envolverde – Para ler  a matéria na íntegra, clique aqui

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Rede de aprendizagem incentiva consumo consciente

Mesmo estando mais presente na agenda de discussões da sociedade, a sustentabilidade é um tema que as pessoas já entenderam, mas ainda não incorporam completamente ao seu dia a dia. Isso é o que afirma o Instituto Akatu, ONG que está por trás da Edukatu, uma rede de aprendizagem virtual que busca, por meio de atividades educacionais lúdicas e interdisciplinares, estimular práticas de sustentabilidade e o consumo consciente no país entre estudantes de 6 a 14 anos. Considerada a primeira do gênero, a comunidade virtual entrou no ar nesta quarta-feira (11) e já pode ser acessada gratuitamente por professores e alunos de todo o país.

Tendo como um dos principais objetivos incentivar a troca de conhecimentos e práticas entre os professores e alunos sobre os temas sócio-ambientais, a Edukatu permite que os docentes possam montar projetos e, assim, trabalhar de forma interativa com os seus alunos as temáticas da sustentabilidade e do consumo consciente. É preciso apenas alguns minutos para criar um perfil – o de professor ou o de aluno – e usufruir das funcionalidades da plataforma. “Nossa proposta maior é a inclusão do consumo consciente dentro da educação formal, como tema transversal que pode ser trabalhado em diversas disciplinas do currículo em todas as escolas”, diz a gerente de educação do Akatu, Silvia Sá.

Dessa forma, assuntos como planejamento financeiro, ciclo da água, coleta seletiva ou impactos do homem no meio ambiente podem ser trabalhados de forma complementar ao aprendizado em sala de aula por meio do ambiente virtual da Edukatu. Para tanto, foi criada uma seção especial para que o professor crie seu projeto de aula, de curso ou atividade extra. Trata-se do seção intitulada “Circuito”, um espaço de navegação guiada, onde os alunos aprendem sobre os temas selecionados pelo professor por meio de quizzes, vídeos e jogos educativos, sempre dentro da lógica de fases e de desafios a serem cumpridos até o fim do percurso do circuito montado. Todas as atividades são divididas por nível de ensino ao qual pertencem os estudantes.

“A ideia é não ter um aprendizado unidirecional. Práticas conscientes não podem ser impostas. Por isso, o projeto conta com uma plataforma totalmente interativa”, afirma o diretor-presidente do Akatu, Helio Mattar. E para que a experiência proposta nas atividades montadas pelos professores – sempre a partir das ferramentas disponibilizadas pela plataforma –, a Edukatu ainda possui outros espaços de interlocução. Na aba “Na Mochila”, os participantes podem consultar notícias sobre educação para a sustentabilidade, planos de aulas envolvendo os 4Rs – as práticas de repensar, reduzir, reutilizar e reciclar – e analisar outros projetos que já foram incluídos pela plataforma por outros professores espalhados por todo o Brasil.

E como outros ambientes de aprendizado, a exemplo do popular EdModo, a Edukatu tem no “Rede” um mural eletrônico onde professores e alunos podem fazer contato e compartilhar experiências. Se surgir dúvida, quando requisitado, mediadores do Akatu entrarão na conversa para esclarecer qualquer ponto ou questionamentos sobre a melhor forma de navegação pelo ambiente virtual. É possível também pela página inicial da aba “Rede”, checar o estágio de evolução dos circuitos que o usuário participa. Há ainda um espaço para checar quantas “medalhas” já foram garantidas pelos alunos depois que eles conseguem concluir as atividades propostas pelo professor.

Desenvolvido por meio de um processo colaborativo que envolveu especialistas em educação, em consumo consciente, sustentabilidade e cultura digital, antes do lançamento realizado hoje, a Edukatu teve que passar por uma série de testes. Durante a fase piloto feita no primeiro semestre deste ano, a ferramenta pode ser aperfeiçoada depois que 400 alunos e professores de 16 escolas públicas de todas as regiões do Brasil testaram a ferramenta. A partir do lançamento, a ideia é que mais objetos digitais de aprendizagem, especialmente os jogos, sejam adicionados às atividades que podem ser criadas no ambiente virtual.

Vídeo Edukatu: http://www.youtube.com/watch?v=16wvKuoP7WQ

Fonte: Envolverde / Para ler na fonte, clique aqui.

 

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São Paulo – “Essa cidade não tem jeito”

Se você mora em São Paulo ou em outro lugar com problemas comuns aos grandes centros urbanos já deve ter ouvido a frase em destaque, sempre proferida em tom de reprovação ou derrotista. Não precisar ser assim.

saopaulo

Pensadores e inovadores reunidos no TEDx City 2.0, nesta sexta, em SP, compartilharam ideias de soluções sustentáveis e ações colaborativas para mudar o futuro das cidades.

Como é possível mudar uma cidade, se seus habitantes só enxergam o que há de pior no lugar? Resgatar a autoestima das pessoas é o primeiro passo. E um caminho que cura. Âncora do programa CBN São Paulo, onde divulga iniciativas de melhorias para a cidade, a jornalista Fabíola Cidral aprendeu o valor desse pensamento quando fazia trabalho voluntário no Japão, em meio à destruição causada pelo terremoto e o tsunami de março de 2011.

Em Tóquio conheceu a senhora Tomoko, de 67 anos, dona de um semblante risonho. Curiosa, perguntou o segredo da disposição. “As pessoas não podem ficar tristes com a destruição, elas precisam mostrar na face a alegria de se reerguer”, respondeu a idosa. “É disso que cidades como São Paulo precisam”, diz Fabíola, “da alegria das pessoas. É a força de transformar das pessoas que pode gerar mudanças”.

Uma obra de arte coletiva em aberto

Como vamos ocupar o espaço público? Como vamos mantê-lo e como vamos usá-lo? Como “vamos” construir? As perguntas de Alexandre Delijaicov são sempre na primeira pessoa do plural. O professor da FAL-USP afirma que as “cidades são como obras de artes coletivas”. Mas uma obra que vive saques sucessivos ao seus espaços públicos.

“Os rios viraram canais de esgoto a céu aberto, emparedados por rodovias urbanas intransponíveis, pior que o muro de Berlim. Estamos abduzidos numa cidade de consumo inclemente, todo mundo hipnotizado”, diz. Sempre é tempo de recomeçar e fazer melhor.

Ele defende a criação do que chama de esquinas culturais, áreas de encontro, convivência e confiança. Não são guetos, mas áreas onde as diferenças convivem. “Nós precisamos transformar a condição humana para reverter o urbanismo “rodoviarista”, diz.

O carro do futuro será compartilhado

A cena se repete no trânsito de São Paulo, Recife, Paraná, onde quer que seja: o que se vê no carro, que anda-e-para-anda-e-para, é uma pessoa dirigindo e o vazio dos bancos restantes – ao menos, na maior parte do tempo. Este é um dos sinais da síndrome do “carrocentrismo”, como define o professor da Faculdade de Economia e Administração da USP Ricardo Abramovay.

Adepto da bicicleta, ele diz que o carro influencia a forma como cidades são construídas. “Cerca de 25% de área privativa dos apartamentos é tomada pela garagem”, destaca. Hoje, segundo o professor, o carro é um bem cujo uso é contrário àquilo ao qual ele se destina, já que não oferece mais mobilidade.

“Nós tivemos uma evolução técnica impressionante, mas pra quê?”, questiona. Abramovay é entusiasta de uma tendência que, pouco a pouco, vem crescendo no mundo, o compartilhamento de carros. “Precisamos estimular o uso compartilhado do veículo”.

 

Para ler a matéria completa, clique aqui.

Fonte: Exame

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Jovem Percorre o Brasil de ônibus à caça das melhores experiências educacionais

Conversando com gente que encontra em rodoviárias, albergues, hotéis, restaurantes e pontos turísticos de cidades de diversas regiões do Brasil, Caio Dib, 22, tem descoberto escolas e projetos educacionais inovadores.

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Formado desde o fim do ano passado em jornalismo, ele partiu de São Paulo a Belém, em março, para uma viagem de cinco meses pelo país, de ônibus.

Eram dois os objetivos na partida: conhecer, de fato, o Brasil e mapear boas práticas em educação.

“Eu não conhecia a realidade do meu país, vivia fechado em escritórios e precisava crescer como pessoa. Para isso, precisei conhecer mais da educação, que é intrínseca à realidade”, diz.

Caio ficou surpreso com a quantidade de iniciativas que encontrou no Nordeste. O Ceará, particularmente, lhe chamou a atenção.

“Eles tiram ótimas notas nas provas oficiais do governo. O Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] tem uma meta para 2021 que várias escolas de lá já bateram”, diz.

Em Pentecoste, a 85 km de Fortaleza, ele visitou uma escola técnica estadual “com infraestrutura de colégio particular e método de aprendizagem cooperativa.”

Os alunos se reúnem em grupos de três a seis crianças, leem e debatem o tema de cada aula.”Aprendem a argumentar, ouvir opiniões e a trabalhar em grupo.”

ROTEIRO

“Antes de sair fiz um planejamento do roteiro da viagem, mas muda tudo quando chego em um lugar e fico sabendo que na cidade vizinha tem algo interessante.”

No primeiro dia em uma cidade, Caio costuma ficar na recepção de um hotel para conversar com pessoas e pegar dicas de projetos interessantes. No dia seguinte, anda pelas ruas e visita museus.

Caio já terminou sua viagem e agora está escrevendo um livro, para acompanhar essa viagem, acompanhe o site: http://caindonobrasil.com.br/

Fonte: Adaptado de Folha de São Paulo / Para ler a matéria na fonte, clique aqui.

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8 brasileiras integram Índice Dow Jones de Sustentabilidade

Oito empresas brasileiras integram a nova composição do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI), que começa a valer no próximo dia 23. Nesta edição, o índice tem 333 empresas de 59 setores da indústria de 25 países.

Dow Jones

 O grupo seleto do Brasil é formado pelo Bradesco, Cemig, Embraer, Itaú Unibanco, Itaúsa, Petrobras, Banco do Brasil e a Fibria.

Para serem incluídas, elas passam por rigoroso processo seletivo, que analisa dados econômicos, desempenho ambiental e social, governança corporativa, gestão de risco, mitigação da mudança climática e práticas trabalhistas.

A seleção é conduzida pela RobecoSAM AG, empresa especializada em gestão de ativos e na oferta de produtos e serviços no campo de investimentos sustentáveis, e todo o processo conta com auditoria da Deloitte. Como todos os anos, foram anunciados, também, as empresas líderes em sustentabilidade nos 24 supersetores (Veja a “ecoelite” da Dow Jones).

Lançado em 1999 como primeiro índice global de ações composto por companhias consideradas social e ambientalmente responsáveis, o DJSI tem o objetivo de orientar a alocação de recursos pelos gestores globais, estimulando a responsabilidade ética corporativa e o desenvolvimento sustentável.

Fonte: Exame

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Rede Sustentabilidade consegue aprovar registro em São Paulo

Após conseguir o número mínimo exigido de diretórios estaduais para o registro do partido, a Rede Sustentabilidade, sigla que a ex-senadora Marina Silva pretende fundar, conseguiu obter mais dois registros oficializados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs): em São Paulo e no Mato Grosso. Com isso, chega a 11 o número de diretórios validados.20130906160924909290o

Já haviam sido homologados anteriormente os diretórios de Acre, Amapá, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Tocantins. Pela legislação eleitoral, são necessários nove diretórios, além de 492 mil assinaturas de apoio, para que o partido possa ser oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com nota, a rede já fez o pedido de registro em 16 unidades da federação.

Com uma das etapas para obter o registro concluída, integrantes da futura sigla agora concentram-se na validação das assinaturas necessárias. Até o momento, cerca de 345 mil assinaturas foram certificadas e outras 180 mil aguardam análise. Além dessas, novos lotes de fichas serão enviadas aos cartórios.

De acordo com a direção da Rede, na última semana, o TSE determinou que os cartórios eleitorais e os TREs dessem andamento aos processos de análise das fichas de apoio e pedidos de homologação dos diretórios estaduais dentro do prazo legal. “Essa determinação se originou em resposta a um pedido da #rede protocolado no dia 26 de agosto”, diz a nota.

Para que o partido consiga ser validado a tempo de possuir candidatos que concorram nas eleições do ano que vem é preciso receber o aval do TSE até um ano antes da eleições, ou seja 5 de outubro.

Fonte: Rede Sustentabilidade, para ler na fonte clique aqui.
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Mudança climática pode gerar crises de energia, diz 1º relatório brasileiro

O aquecimento global pode prejudicar a geração e o abastecimento de energia no Brasil, mostra o primeiro relatório nacional elaborado pelo PBMC (Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas), que foi apresentado nesta segunda-feira (9), em São Paulo.

O país poderá ficar entre 2,5 graus Celsius (°C) e 5°C mais quentes nos meses de verão e de 3°C a 6°C mais quentes no inverno, até 2100 se comparado ao fim do século 20, segundo cenários que levam em conta menor ou maior emissão de gases de efeito estufa. Com esse aumento da temperatura média nas regiões, o volume de chuvas vai diminuir até 40% em importantes biomas brasileiros, como a Amazônia e o Cerrado, afetando a reserva das bacias e dos lençóis freáticos essenciais para a geração de energia elétrica.

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A bacia do rio Tocantins, cujos seus rios cortam os Estados de Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Pará, Maranhão e Distrito Federal (1%), poderá ter uma redução de 30% em sua vazão. Já nos rios da região Leste da Amazônia e do Nordeste – locais onde estão concentrados os projetos de grandes hidrelétricas do governo federal -, a queda no escoamento chega a 20%.

Para Eduardo Assad,  pesquisador do Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) manter as matas ciliares às margens dos rio, que foi motivo de briga entre a bancada ruralista e os ambientalistas durante a aprovação do novo Código Florestal Brasileiro, é fundamental para a segurança hídrica. É que um dos efeitos mais graves da queda da vazão, além do declínio da biodiversidade nos ecossistemas aquáticos, é a erosão e a fragmentação do solo.

“A gota d’água que escoa vai ‘entupir’ os rios com essa sujeira da terra, por isso a proteção da mata perto dos rios é importante.  Quando você coloca árvores e plantas nas encostas, você impede esse processo de erosão e ainda preserva a qualidade da recarga dos aquíferos. Sem essa proteção, o abastecimento [de energia] de grandes cidades pode ser afetado.”

Assad, que coordenou o volume do relatório brasileiro sobre Impactos, Vulnerabilidade e Adaptação às Mudanças Climáticas, afirma ainda que o estudo brasileiro aponta que exemplos de grandes usinas, como a Belo Monte, “são opções que deveriam sair da pauta”. “A saída é trabalhar com um novo modelo, com pequenas hidrelétricas em certas regiões, e desenvolver novas tecnologias para outras formas de energia renováveis”, como a eólica.

Relatório nacional

O painel reuniu 350 especialistas de diversas áreas para analisar, divididos em três frentes de trabalho, pesquisas publicadas em revistas científicas desde 2007. A intenção foi atuar nos mesmos moldes do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), grupo da ONU (Organização das Nações Unidas) que faz esse tipo de avaliação em escala global.

Segundo Paulo Artaxo, especialista em física atmosférica da USP (Universidade de São Paulo), a intenção de agrupar esses dados era ser um apoio consistente para a elaboração do novo relatório do IPCC quando o painel brasileiro foi criado em 2010, e aumentar os destaques sobre as influências do clima na América do Sul e no Brasil. Mas como ele saiu quase paralelamente ao do estudo global, que será apresentado no fim de setembro, os resultados dificilmente deverão ser incorporados ao texto final.

“Mas os dados apresentados hoje são muito consistentes com o relatório que o IPCC deve divulgar no fim do mês. E eles dialogam com as questões globais, só que com um recorte sobre as características regionais do Brasil”, defende Artaxo. Rascunhos que vazaram para a imprensa internacional no fim de agosto mostram que a influência humana é responsável por mais de 50% do aumento da temperatura da superfície entre 1951 e 2010.

Para o presidente Carlos Nobre, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o objetivo do PBMC é fazer, também, uma “avaliação neutra baseada em evidências científicas, com um enorme detalhamento sobre o que é importante para nós”.

Fonte: UOL – leia a matéria na íntegra aqui.
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