As cidades do futuro

Edifícios ultramodernos cortados por carros e ônibus que voam. Robôs que executam as tarefas domésticas. Água 100% reaproveitada.

Será que viveremos assim daqui a 30 anos? Provavelmente não. Mas diversos avanços esperados para um futuro distante já estão em testes em cidades planejadas, que funcionam como laboratórios de boas ideias a serem replicadas. Um conjunto de tecnologias desenvolvido por empresas como IBM, GE, Cisco, Philips, Oracle e Samsung tem ajudado as cidades a se tornar mais inteligentes, com transporte eficaz e menos poluente, edifícios verdes e energia renovável.

O impacto ao meio ambiente já é enorme. Os 3,5 bilhões de habitantes urbanos consomem 75% da energia disponível e concentram 80% das emissões de gases que causam o efeito estufa. As megacidades são responsáveis por grande parte do consumo. “Elas se transformaram em um megaproblema, que afeta principalmente os países em desenvolvimento, onde estão cidades como Délhi, Istambul e São Paulo”, afirma Johnny Araya Monge, prefeito de San José, na Costa Rica. Com 2,3 milhões de habitantes, o município é visto como exemplo. Após revitalizar o centro, a administração local conseguiu fazer com que muitos habitantes que haviam se mudado para municípios próximos voltassem.

As megalópoles impõem grandes desafios a governos e seus habitantes. “Apenas 40 megacidades impulsionama economia mundial. Elas concentram um quinto da população e dois terços do PIB. São também as que geram mais inovação”, diz o arquiteto e urbanista Carlos Leite, professor da Universidade Mackenzie e da Fundação Dom Cabral. Ao mesmo tempo que atraem empresas e negócios milionários, as grandes cidades exigem atenção com as mudanças climáticas, a mobilidade urbana e os crescentes índices de desigualdade social. A boa notícia é que a tecnologia está aí para ajudar.

No Rio de Janeiro, alerta contra chuvas

Um temporal pode transformar a cidade do Rio de Janeiro em caos urbano. Foi o que aconteceu em abril deste ano, quando uma forte chuva que durou 9 horas despejou sobre a cidade 274 milímetros de água, volume normalmente registrado em um mês muito chuvoso de verão. Como preparar a cidade para evitar mortes e desabamentos? O temporal de abril foi o primeiro teste extremo do Centro de Operações do Rio (COR), inaugurado há quase um ano. No local estão reunidas 30 instituições públicas e privadas que prestam serviços ao cidadão, como órgãos de trânsito e empresas de energia elétrica e de limpeza urbana. Um grande painel formado por 80 aparelhos de TV de 46 polegadas exibe um panorama da cidade em tempo real. No centro, um mapa mostra de forma precisa cada ponto onde acontece uma obra e até o trajeto de caminhões de lixo. No lado direito do mapa, se alternam as imagens das câmeras de controle do trânsito. E na extrema direita, três quadros indicam as condições meteorológicas.

Para ver mais exemplos de cidades que estão se transformando, veja a reportagem na íntegra, clicando aqui.

Abraços!

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Sobre NEF - PUC/SP

Sobre o NEF Núcleo de Estudo e Pequisa vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Administração Strictu Sensu. Eixos temáticos: Pensamento Prospectivo, Sustentabilidade,Consciência,Educação e Qualidade de Vida.
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